Friday, April 10, 2009

O regresso...


Depois de uns dias mais ou menos atribulados em termos de emoções escondidas...cá volto eu à capital. Depois de ter interiorizado certos pontos de vista e algumas ideias...retorno a casa tentando seguir novos caminhos, aqueles que me poderão levar á felicidade!

Mas antes de vir, tomei uma decisão...a decisão de "te" ir ver...lá...naquele pedaço de terra a que chamam cemitério, ou campa, ou o que quiserem...primeiro chorei, porque vi a tua fotografia...revi tudo na minha cabeça...mas depois as lágrimas foram-se escondendo e secando, porque compreendi que verdadeiramente não estás ali!ficas-te na Patagónia, vejo-te a passear por aquelas florestas, a descobrir novos caminhos, a continuar a tua rota de descoberta do mundo...no fim do mundo...

compreendo que vais ficar aí....só me dói a tua ausência!

e chego a casa, à tua casa!um pouco diferente, mas é a tua casa...

Saturday, April 4, 2009

Quero liberdade...

Odeio sentir este aperto no peito quando alguém nos desilude...mas parece que é normal!Cada vez que passamos por isto, dizemos que não deixamos ninguém mais fazer-nos o mesmo...mas nunca podemos dizer...desta água não beberei!Onde já ouvi dizer isto...!
Agora resta-me ter muita força de vontade, levantar a cabeça, ouvir músicas alegres, esquecer essas pessoas que dizem gostar de nós...e que nos usam...para se divertirem e se sentirem bem...
Não me vou abaixo, estou farta de estar em baixo...
Vou mandá-lo a um sítio que cá sabemos...e para a próxima terei mais sorte...
Entre profossionais...é isto!
Desligo o telemóvel, é mais fácil para não estar a olhar para ele...

Monday, March 16, 2009

contem a respiração...!!

Não sei como me sinto, ou como me tenho sentido, sei que sinto vazia, um nada sem nada...
HELP!
nem devia ter escrito isto...

Monday, March 2, 2009

quem me dera poder voar...

Ás vezes não quero estar, não quero ir, não quero ser sequer...não quero ouvir, não quero falar, não quero ver, não quero tocar...a negação faz parte da minha vida. Estar sozinha é muitas vezes sinónimo de paz...de felicidade nem sempre...
Às vezes apetece-me gritar por estar tão sozinha...ás vezes aptece-me gritar por não estar sozinha...
Há dias em que não sei o que me apetece, se calhar voar era uma boa opção!
Mas se voasse...eu sei onde parava...mas não sei se voltava...por isso talvez seja melhor ficar por cá...e voar apenas nos sonhos...

O amor existe?



Fala-se do amor todos os dias, em todos os sítios, em todas as esquinas...vê-se o amor por aí, uns escondidos, outro nem por isso...
Mas quanto mais penso...mais me apercebo que é uma palavra muito complicada de se encontrar o verdadeiro significado...
Eu amo? há dias em que penso que sim, há outros em que acho que não amo nada, nem a mim própria... talvez devesse agradecer por acordar viva todos os dias, mas acordo viva para ter que ver a desgraça dos outros, para ter que enfrentar a morte dos mais próximos, para lutar...mas afinal, é isto que a vida é...uma luta...a luta de viver e sobreviver aos obstáculos do dia a dia.
Talvez devesse amar mais a vida...as pessoas...a mim!!
Então uns dias amo, amo o dia, amo as pessoas com quem estou... outros não amo o dia, talvez nesses dias ame a noite, para me esconder, para me refugiar...para fugir de todos...
Gosto de fugir de todos...só assim me encontro a mim própria...
Gosto de me sentir amada, não gosto do "depois" por me sentir abandonada...então penso que seja mais fácil não amar perdidamente...apenas amar basta...

Wednesday, April 9, 2008

O ar é raro...

Com os tempos de hoje e com o stress a que somos expostos a toda a hora, o ar começa a ser raro...começa a escaciar...
Ficamos sem tempo para nós mesmos, não conseguimos pensar em nós, não conseguimos parar...para respirar fundo!
Apetece-me respirar o mar, na tentativa de respirar algo puro...algo que me saiba bem, que me faça bem...
Realmente faz-me bem...mas o ar continua a ser escasso!

Monday, March 31, 2008

Os meus versos...


Se te comparo a um dia de verão,

És por certo mais belo e mais ameno.

O vento espalha as folhas pelo chão,

E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia,

Outras vezes desmaia com frieza,

O que é belo declina num só dia,

Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,

E a beleza que tens não perderás,

Nem chegarás da morte ao triste inverno.

Nestas linhas com o tempo crescerás,

E enquanto nesta terra houver um ser,

Meus versos vivos te farão viver.